Clipping - 29/03/2018


CDL de Florianópolis

JovemPan: Jornal Local
Pauta: Posse Conselho da Cidade
Clique aqui para assistir na íntegra.

Fonte: Notícias do Dia



Fonte: Diário Catarinense - Estela Benetti

Fonte: Floripa News

Geral

Fonte: Diário Catarinense

Com UPA de Laguna, chega a 92% índice de unidades prisionais interditadas em SC

A Unidade Prisional Avançada (UPA) de Laguna, no Sul do Estado, está parcialmente interditada por abrigar mais detentos do que a capacidade. São 97 vagas para 111 presos. Por isso, o juiz Renato Müller Bratti definiu que o excedente seja transferido, além de proibir a entrada de novos presos que não sejam da comarca, que compreende Laguna e Pescarias Brava. Com essa UPA, chega a 92% o índice de unidades prisionais interditadas em Santa Catarina.

O sistema prisional do Estado tem 50 locais para abrigar presos e, no momento, 46 deles estão interditados total ou parcialmente segundo dados do Departamento de Administração Prisional (Deap). São cerca de 20 mil apenados, para um déficit de 3,8 mil vagas. O pedido de interdição da UPA de Laguna partiu do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio de ação civil pública.

Na decisão da Justiça ficou determinado que a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania, por meio do Deap, tem até o dia 30 de abril para encaminhar os presos excedentes para outros locais. Após essa data, deverá ser respeitada a capacidade de 97 pessoas e, na necessidade de ingresso de um novo preso, o Departamento tem até 72 horas para realizar a transferência. Caso não seja cumprida a decisão de manter o número de presos dentro do limite, será aplicada multa diária de R$ 10 mil.

Impacto no trabalho policial

Para o delegado regional de Laguna, Raphael Johann Giordani, o impacto da interdição da UPA pode ser prejudicial ao trabalho da Polícia Civil. O encarceramento de presos de outras comarcas, que terão que ficar nas delegacias por um período maior até serem encaminhados pelo Deap, não é atribuição da Civil. A delegacia de Imaruí, por exemplo, que reporta presos para o local, é um desses casos.

— Sem dúvida um raciocínio melhor em relação a futuras operações terá que ser feito nesse período. Temos várias investigações em curso e a gente vai ter que repensar e recalcular um momento oportuno melhor, em razão de poderem ser efetivas várias prisões nesse período, e não ter local para realocar essas pessoas — comenta Giordani.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Júnior, minimizou o impacto que a falta de vagas pode acarretar no trabalho das polícias. Segundo ele, a Secretaria de Justiça e Cidadania e o Poder Judiciário tem se desdobrado para conseguir as vagas necessárias, já que o número de operações e de prisões tem aumentando em relação aos últimos anos.

— Tem sido uma ou outra questão pontual, algumas vezes falha de comunicação do juiz em autorizar a entrada ou transferência de um preso, mas a Secretaria de Justiça e Cidadania tem conseguido suprir a nossa demanda. Não houve casos de não cumprir um mandado por falta de vagas, por exemplo — comentou o secretário.

Ele também falou sobre a cobrança dos municípios em relação à segurança pública, e ressaltou que cada um tem que fazer sua parte. A construção de novas unidades prisionais necessita da autorização dos gestores municipais, que muitas vezes encontram receio junto à comunidade.

— Foi-se o tempo em que se criava uma favela ao redor das penitenciárias, não existe mais isso. Onde tem um estabelecimento desses tem fonte de receita, gera outros serviços, a comunidade recebe benesses do Estado. Os municípios têm que ver com outros olhos, não é mais aquela figura antiga de onde poderia ter uma rebelião, ser um local de fuga, isso tem ocorrido raramente — defendeu.

Secretaria de Justiça e Cidadania já foi notificada

Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC-SC) informou que já foi notificada sobre a interdição judicial da Unidade Prisional Avançada de Laguna, mas não prometeu nenhuma ação para remover os presos a mais do local.


Fonte: Diário Catarinense

Irineu e Ubaldo disputam o segundo turno para a reitoria da UFSC

A comunidade acadêmica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) só saberá no dia 11 de abril quem será o novo reitor. Assim como em 2015, nenhum dos três candidatos ao cargo recebeu mais da metade dos votos na eleição desta quarta-feira. Agora, Irineu de Souza e Ubaldo Balthazar, que conquistaram 34% e 33,7% votos respectivamente, vão disputar o segundo turno daqui duas semanas. Não há nenhuma restrição de prazos para a continuidade das campanhas. O mandato de vice, ocupado pela professora Alacoque Erdmann, continuará sendo exercido por ela até 2020, quando haverá a escolha de um novo nome para o cargo.

A apuração dos votos começou logo após as 21h na Sala dos Conselhos, localizada no prédio da Reitoria, no campus da Trindade, em Florianópolis, e terminou por volta das 23h30min. Para o pleito foram usadas 64 urnas eletrônicas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral de SC, o que também ajudou a agilizar a contagem dos votos. Foi preciso ativar ainda uma urna de cédulas de papel no campus de Florianópolis por uma falha do processamento das listas de nomes que deixou de fora cerca de 190 de alunos da pós-graduação. Ao todo, 14.792 pessoas votaram, entre professores, técnicos-administrativos e estudantes.

A votação, promovida nesta quarta-feira entre as 8h e as 21h, prometia ser equilibrada, já que dois dos candidatos são veteranos de urnas na UFSC. De Pieri e Irineu conquistaram o segundo e terceiro lugar em 2015, quando Luiz Carlos Cancellier de Olivo saiu vitorioso. Neste ano, Ubaldo era a figura que daria sequência ao programa de administração do ex-reitor Cancellier.

O clima era tranquilo nas horas que antecederam a apuração dos votos. Se não fossem as placas fixadas ao longo dos centros acadêmicos, nem daria para identificar que foi um dia de eleições na universidade. A contagem dos votos foi transmitida em um telão no auditório ao lado da Sala dos Conselhos. Assim como ocorreu em 2015, o espaço estava ocupado por apoiadores dos três candidatos. Balthazar e seus eleitores foram os últimos a chegar no auditório, por volta das 22h20min.

O dia de votação deixou a universidade mais colorida. Pelos corredores e entorno da UFSC, se viam as cores laranja, verde, azul e amarelo, que representavam cada um dos três candidatos. Os eleitores e cabos eleitorais do professor Irineu de Souza vestiam laranja. Já os apoiadores de Ubaldo Balthazar estavam de verde, e os correligionários de Edson de Pieri vestiam camisetas que misturam azul com amarelo.

O trio que concorria ao cargo de reitor aproveitou para votar ainda pela manhã. Ubaldo Balthazar foi o primeiro, votou pouco antes das 10h em uma urna no Centro de Ciências Jurídicas (CCJ). O segundo candidato a votar foi Edson de Pieri, que utilizou uma urna no Centro Tecnológico (CTC). Irineu de Souza foi o último a votar, por volta das 10h30min, no Centro Socioeconômico (CSE).

Ao longo de todo o dia, a movimentação de estudantes, professores e servidores foi intensa no campus da Trindade, o maior de Florianópolis. A expectativa era de que, em todo Estado, 40 mil pessoas fossem às urnas, entre elas 35 mil alunos. De acordo com o presidente da comissão eleitoral, Paulo Rizzo, não foram registradas ocorrências ao longo da votação. O único incidente foram falhas pontuais no processamento das listas de nomes e os cerca de 190 alunos da pós que precisaram votar em cédulas de papel.

O que dizem os candidatos do segundo turno:
Irineu de Souza

"Precisamos conhecer a realidade da Universidade e as prioridades são basicamente melhorar a imagem da Universidade perante a sociedade, fazer os devidos esclarecimentos e ser transparente. Agora no segundo turno vamos trabalhar na mesma linha pensando no caráter público da Universidade"

Irineu de Souza é doutor em Gestão do Conhecimento. Aos 62 anos, 43 deles na UFSC, foi aluno e técnico antes de ser professor e diretor do Centro Sócio-Econômico.

Ubaldo Balthazar

"A nossa proposta não é de continuísmo, mas de continuidade. Nós queremos que os princípios que fundamentaram o plano de gestão do professor Cancellier sejam os mesmos sobre a minha liderança. Acredito que a UFSC saudável e sem medo, onde possa dar nossas aulas e praticar nossas pesquisas. Que isso seja uma constante, e para isso que nós vamos lutar. Dentro dos princípios que permitiram a eleição do Cancellier."

Ubaldo Balthazar é advogado, doutor em Direito, decano do Conselho Universitário, diretor do Centro de Ciências Jurídicas e reitor pro tempore (temporário) desde outubro. Tem 65 anos, 40 deles atuando na UFSC.


Fonte: Diário Catarinense

Florianópolis inaugura o maior centro de reabilitação de animais marinhos do país
Espaço que fica dentro do Parque Estadual do Rio Vermelho poderá receber mais de 170 animais em recuperação

Em 2017, 260 animais marinhos, como pinguins, gaivotas e toninhas, espécie de golfinho ameaçado de extinção, recolhidos no litoral catarinense foram reabilitados e devolvidos para a natureza. Este trabalho, feito em Florianópolis pela Associação R3 Animal, ganhou uma nova estrutura para abrigar e recuperar os animais. O Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos foi inaugurado na manhã desta quarta-feira, 28, dentro do Parque Estadual do Rio Vermelho, no norte da Ilha.

Inauguracao do Centro de Pesquisa e Reabilitacao de Animais Marinhos (CePRAM) no Parque Estadual do Rio Vermelho. Sera um dos maiores centros de reabilitacao de animais marinhos do pais. O projeto deve atender tambem animais terrestres como aves.

Cristiane Kolesnikovas, coordenadora da R3, explica que até então a associação possuía um pequeno espaço para abrigar e recuperar os animais marinhos. Já o novo local, com 3 mil metros quadrados e equipado com sala de cirurgia, ambulatório e 12 piscinas, tem capacidade para receber mais de 170 animais, se tornando o maior centro de recuperação do país.

— A nova estrutura vai refletir principalmente na qualidade do serviço. A qualidade técnica nós já temos com veterinários, biólogos e oceanógrafos, que são especialistas em animais marinhos. Mas a gente tinha um espaço muito restrito e, agora com esse espaço maior, eles podem desenvolver ainda mais as capacidades deles. Acredito que não vai aumentar o número de animais, mas sim a qualidade do trabalho e a taxa de sucesso da reabilitação.

Para o presidente do Instituto de Meio Ambiente de SC (IMA), Alexandre Waltrick, a obra, que durou cerca de um ano e foi custeada pela Petrobras, mostra que as questões ambientais estão chamando mais atenção e ganhando espaço.

— É muito bom ver que estamos acordando para a causa ambiental. O Brasil passa por algumas transformações e uma delas é a recepção no entendimento de que sem a gente resolver os nossos conflitos com a natureza nós não vamos ter sobrevida.

Inauguracao do Centro de Pesquisa e Reabilitacao de Animais Marinhos (CePRAM) no Parque Estadual do Rio Vermelho. Sera um dos maiores centros de reabilitacao de animais marinhos do pais. O projeto deve atender tambem animais terrestres como aves.Foto: Cristiane Kolesvikovas, Coordenadora de Florianópolis do PMP-BS e da Associação R3 AnimalLocal:

A construção do centro faz parte de uma série de exigências feitas pelo Ibama para que a Petrobras pudesse explorar o pré-sal na Bacia de Santos — desde Ubatuba (SP) até Laguna (SC). Desde 2015, a estatal mantém o Projeto de Monitoramento das Praias da Bacia de Santos, que é coordenado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), no Litoral Norte catarinense, e possui parceria com 11 instituições ligadas ao meio ambiente em Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Uma delas é a R3.

No Estado existem três centros de estabilização — em Laguna, Penha e São Francisco do Sul — onde os animais recebem os primeiros-socorros e, em seguida, são encaminhados para a Capital para total reabilitação e soltura. Em 2017, 260 animais foram devolvidos à natureza. No entanto, há muitos animais mortos encontrados nas praias que também são resgatados para a realização de exames que determinem a causa de morte.

O professor e pesquisador André Barreto, coordenador do Projeto de Monitoramento das Praias, informa que dos 37 mil animais resgatados em toda a faixa da Bacia de Santos durante os três anos de projeto, apenas 10% estavam vivos.

— Isso é algo preocupante. A gente tinha uma ideia da mortalidade, mas com esse monitoramento intensivo, estamos tendo outra visão. Acreditávamos que muito menos animais morriam e com a grande quantidade de espécies como golfinhos e tartarugas que apareceram mortas, acreditamos que não será sustentável a longo prazo. Se continuar nesse ritmo a probabilidade que essas espécies venham a se extinguir localmente é muito grande.

Segundo Barreto, muitos dos animais encontrados mortos já estavam com a saúde debilitada.

— Às vezes ele morreu afogado numa rede de pesca, mas com a necropsia, é constatado que estava com o fígado, o rim com problemas, estava doente. Isso indica uma série de impactos que ocorrem no ambiente que estão afetando os animais.

Para Barreto, o impacto maior é o humano, principalmente relacionado ao lixo, à poluição que chega pelos rios, ao tráfego de embarcações e à pesca.

— Isso mostra que, mesmo dentro da legislação, não deixa de estar impactando o ambiente.

Serviço

Quem encontrar um animal marinho ferido ou morto, a orientação é manter distância do animal e ligar imediatamente para o projeto de monitoramento pelo telefone 0800 642 3341. O Centro de Reabilitação não será aberto para visitação.


Fonte: Floripa News

Museu Histórico de Santa Catarina será reaberto na próxima semana

O Museu Histórico de Santa Catarina, sediado no Palácio Cruz e Sousa, será reaberto ao público na próxima quinta-feira (5), às 19h. O espaço ficou aproximadamente 45 dias fechado ao público para uma reforma completa na parte elétrica.

Toda a fiação foi substituída e as arandelas internas e externas tiveram a estrutura modernizada e, assim, poderão ser ligadas novamente. A última grande reforma da parte elétrica havia sido realizada há cerca de 40 anos, conforme a administradora do espaço, Maria José Brandão. “Os lustres, por serem peças antigas, foram higienizados e restaurados e agora ficarão acesos – o que antes não acontecia”, informa.

Durante a obra, o acesso ao local ficou restrito a servidores e trabalhadores da empresa que realizou a reforma.

Reabertura traz duas exposições

“Ao reabrir esse importante espaço que foi cenário de vários episódios da história de Santa Catarina, oferecemos ao público mais conforto e segurança. A reforma do exterior do Palácio Cruz e Sousa já foi concluída, assim como a parte elétrica e a marchetaria. Ainda vamos trabalhar no restauro das pinturas murais, de forma a preservar esse patrimônio dos catarinenses”, completa o presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Rodolfo Pinto da Luz.

O Museu Histórico reabre com duas exposições na Sala Martinho de Haro: uma delas com obras do pintor Hassis e a outra de Jone Cesar Araújo, com a temática dos 270 anos da chegada dos açorianos ao litoral catarinense.

Museu virtual

Quem visitar o Museu Histórico poderá fazer uma tour virtual com o auxílio de um audioguia (clique aqui). Com essa ferramenta, o público pode obter informações sobre as principais obras, em texto e áudio, e em cinco línguas: português, inglês, espanhol, francês e italiano.

Serviço

O quê? Reabertura do Museu Histórico de SC / Palácio Cruz e Sousa
Quando: 5 de abril de 2018 (quinta-feira), às 19h
Onde: Praça XV de Novembro, Centro, Florianópolis.


Fonte: EconomiaSC

Inadimplência das empresas acelera pelo quinto mês consecutivo

Região Sudeste lidera alta da inadimplência com crescimento de 6,76% em fevereiro. Sul fica em segundo, registrando avanço de 3,72%, mostra SPC Brasil

O volume de empresas com contas em atraso e registradas em cadastros de inadimplentes cresceu 6,76% em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano passado. É a quinta vez consecutiva que o indicador acelera na base anual de comparação. Os dados são do Indicador de Inadimplência da Pessoa Jurídica apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na comparação mensal, isto é, entre fevereiro e janeiro de 2018, o indicador cresceu 0,90%.

“O momento econômico vivido no biênio 2015-2016 impôs severas dificuldades para empresas e consumidores, afetando a capacidade de honrarem todos os seus compromissos. Ainda há efeitos da crise, mas também há sinais de retomada da economia.

Para este ano, espera-se que, à medida que os negócios se recuperem, a capacidade de pagamento das empresas que têm essa dificuldade também melhore”, afirma o presidente da CNDL, José César da Costa.

Ranking

Volume de dívidas atrasadas em nome de pessoas jurídicas cresce 5,22%. Região Sudeste lidera alta da inadimplência

Os dados regionais mostram que o Sudeste lidera o crescimento da inadimplência entre as empresas. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o número de pessoas jurídicas negativadas na região cresceu 10,49%, a mais elevada entre os locais pesquisados.

Em seguida aparecem, na ordem, as regiões Sul, que registrou avanço de 3,72% na mesma base de comparação, Centro-Oeste (3,05%), Norte (1,96%) e Nordeste (1,90%).

Outro indicador também mensurado pelo SPC Brasil e pela CNDL é o de dívidas em atraso. Neste caso, o crescimento foi de 5,22% entre fevereiro de 2018 e o mesmo mês do ano passado. É a maior variação na base anual de comparação desde novembro de 2016, quando o índice apresentou uma alta de 6,26%. Na comparação mensal, o índice subiu 0,72%.

69% das pendências de empresas são do setor de serviços
Entre os segmentos credores, ou seja, as empresas que deixaram de receber de outras empresas. O destaque ficou por conta da indústria, cuja alta foi de 9,26% na quantidade de atrasos. No setor de serviços, que engloba bancos e financeiras. O crescimento no volume de atrasos recebidos de fornecedores e clientes pessoa jurídica foi de 5,23%. Já no comércio, a alta observada foi de 4,35%.

Em termos de participação, 69% das pendências de empresas são devidas ao setor de serviços, 17% empresas comerciais e 13% da indústria.

Indicador de Recuperação de Crédito mostra recuo de 1,52% na quitação de dívidas
O SPC Brasil e a CNDL também passam a apurar dados referentes a quitação de dívidas por parte das empresas. Em fevereiro de 2018, o Indicador de Recuperação de Crédito da Pessoa Jurídica apresentou queda de 1,52% no acumulado de 12 meses. Apesar da queda da recuperação, é importante notar que em meses anteriores, as quedas foram maiores, chegando a 8,16% em setembro de 2016.

A única região a observar aumento das recuperações de crédito foi o Nordeste. Com variação de 1,36% no acumulado de 12 meses. A queda mais acentuada foi observada no Sul (-6,69%). Seguido do Centro Oeste (-3,07%), Norte (-2,02%) e Sudeste (-1,30%).

A análise da recuperação de crédito por setor devedor revela que, do total de empresas que saíram do cadastro de devedores mediante pagamento. A maior parte (46%) atua no setor de comércio. Além dessas empresas, 40% atuam no setor de serviços e 10% atuam na indústria.

Metodologia

O Indicador de Inadimplência das Empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.


Fonte: SPC Brasil

58% dos brasileiros não gostam de dedicar tempo para cuidar das próprias finanças, aponta pesquisa do SPC Brasil e CNDL

Embora 61% admitam que boa gestão do orçamento depende de familiaridade com matemática, parte dos consumidores evita prestar atenção em números no dia a dia. Impulsividade nas compras atinge 45% dos entrevistados

O consumidor brasileiro reconhece a importância de fazer o controle das finanças pessoais, mas parte significativa admite não seguir à risca essas boas práticas. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais mostra que a organização financeira não é uma tarefa que atrai os consumidores. Em cada dez entrevistados, seis (58%) admitem que nunca ou somente às vezes gostam de dedicar tempo a atividades de controle da vida financeira. E há, também, aqueles que precisam recorrer ao crédito para complementar a renda. De acordo com a pesquisa, 17% dos consumidores sempre ou frequentemente precisam usar cartão de crédito, cheque especial ou até mesmo pedir dinheiro emprestado para conseguir pagar as contas do mês. Esse percentual aumenta para 24% entre os mais jovens.

Para o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, uma vida financeira saudável depende do esforço de cada consumidor em buscar fontes adequadas de informação e exercitar a disciplina para incorporá-las no seu cotidiano. “Muitas pessoas poderiam, facilmente, ter acesso às informações necessárias para ter um orçamento mais equilibrado, mas não parecem conseguir. Elas pensam que dá trabalho ou que é muito difícil manter o controle sobre as despesas e se esquecem de que trabalhoso mesmo é encarar o endividamento e a restrição ao crédito. Lidar com o dinheiro exige disciplina e comprometimento para viver dentro da sua realidade financeira e não tomar decisões equivocadas”, orienta Vignoli.

Exemplo de que uma vida financeira equilibrada traz mais satisfação e tranquilidade, é que 56% dos consumidores ouvidos no levantamento disseram que se sentem melhor quando fazem um planejamento das despesas para os próximos seis meses. O problema, novamente, é que nem sempre isso acontece na prática porque 48% deles nunca ou somente às vezes fazem um planejamento cuidadoso dos passos a seguir para ficar dentro do orçamento nos meses seguintes. Esse problema surge com ainda mais força entre os consumidores de mais baixa renda (classes C, D e E), com 51% de citações.

Planejar-se para realizar um sonho de consumo também não é um hábito comum para a maioria dos consumidores. Os que estabelecem metas e as seguem à risca quando querem adquirir um bem de mais alto valor, como uma casa, um automóvel ou realizar uma viagem, por exemplo, somam 48% da amostra. Nesse caso, o comportamento é mais frequente entre as pessoas das classes A e B, com 59% de menções. Os que nunca ou somente às vezes fazem esse tipo de esforço somam outros 48% dos entrevistados. Há ainda 38% que nem sempre possuem planos para o futuro.

Para 61%, controle da vida financeira está relacionado a conhecimentos numéricos, mas 19% ‘fogem” de números no dia a dia e 39% não calculam juros

O levantamento do SPC Brasil também descobriu que, na opinião dos consumidores, ter algum tipo de familiaridade com matemática e conhecimento sobre números facilita a chance de se ter um controle mais efetivo sobre a vida financeira. Em cada dez brasileiros, seis (61%) acreditam que informações numéricas são úteis na vida financeira diária e 62% acham que aprender a interpretar números é importante para tomar boas decisões financeiras. Porém, nem sempre essas pessoas procuram, de fato, informar-se a respeito desses temas.

A pesquisa detectou que 19% dos entrevistados não costumam prestar atenção em assuntos que envolvem números, percentual que aumenta para 24% entre os homens e 27% entre os mais jovens. Há ainda 39% de brasileiros que nunca ou somente às vezes calculam o quanto pagam de juros ao parcelar uma compra. Outros 53% garantem fazer esse cálculo com frequência. Quando parcelam alguma compra, um terço (33%) dos entrevistados nem sempre sabem se já possuem outras prestações que comprometem o orçamento.

“O conhecimento sobre juros é algo essencial para as finanças de quem parcela compras ou contrata algum financiamento, por exemplo. Os juros encarem o valor total a ser pago pelo consumidor, principalmente em casos de atrasos, e se não são bem analisados e pesquisados entre várias instituições, podem comprometer a organização do consumidor”, esclarece a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

A busca por informações entre especialistas também é algo negligenciado por boa parte dos consumidores brasileiros. Somente três em cada dez (31%) garantem sempre ou frequentemente ver dicas de especialistas sobre a gestão da vida financeira. Além disso, apenas 17% costumam participar de cursos, palestras e seminários para aprender a fazer a gestão do próprio orçamento. Outros 49% nunca participam dessas atividades, ao passo que 25% reconhecem que às vezes vão atrás desse tipo de informação.

“Hoje com a facilidade de acesso à internet, esse número poderia ser muito maior. Há uma grande oferta de conteúdo de qualidade e gratuito em portais, vídeos e até mesmo nas redes sociais que tratam da relação com o dinheiro de forma leve, descomplicada e aplicada às situações comuns do dia a dia”, afirma Vignoli.

45% costumam ceder às tentações do consumo impulsivo e apenas 38% são autoconfiantes para identificar bons investimentos

A pesquisa também mostra que parte expressiva dos entrevistados cede às compras por impulso e tomam atitudes de consumo desregradas. Quando estão realizando compras, um terço (33%) dos brasileiros disse que nunca ou apenas às vezes avalia se realmente precisam do produto para não se arrepender depois. Além disso, 45% nunca ou somente às vezes conseguem resistir às promoções e comprar apenas aquilo que está planejado.

Também se pode notar que algumas posturas desaconselháveis do ponto de vista financeiro são adotadas. De acordo com a pesquisa, 19% dos consumidores acham mais importante gastar dinheiro hoje do que guardar para o futuro, embora 77% garantam às vezes ou nunca se comportarem assim.

Sobre pensar no futuro, a pesquisa detectou que muitos brasileiros não se sentem preparados para a tarefa de investir. Somente 38% disseram que admitem ter confiança em sua capacidade de identificar bons investimentos e 22% desconhecem os tipos de aplicações que rendem as melhores taxas de retorno. Além disso, apenas metade (51%) da amostra sabem sempre ou com frequência o quanto precisam guardar todos os meses. “Certas modalidades podem render muito mais, mas também estão sujeitas a variações e perdas mais significativas. Adequar o tipo de investimento à personalidade e à situação financeira de quem vai investir é essencial. Perfis mais avessos ao risco pedem modalidades mais conservadoras, enquanto consumidores mais ousados podem optar por investimentos mais voláteis e com maior possiblidade de retorno”, explica a economista Marcela Kawauti.

Metodologia

Foram entrevistados 805 consumidores acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

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