Clipping - 14/05/2018

CDL de Florianópolis · 

Clipping Diário

Florianópolis, 14 de Maio de 2018

Bom dia, Prezados,
segue o Clipping desta segunda-feira. Desejo a todos uma excelente leitura.


CDL de Florianópolis

Fonte: Diário Catarinense - Estela Benetti

Fonte: Notícias do Dia


Geral

Fonte: Notícias do Dia

Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, faz 92 anos com a recolocação de 60 barras de olhal

Com o prazo de entrega indefinido, Governo do Estado trabalha para liberar aditivo de R$ 37 milhões. Prefeitura da Capital lança um site para divulgar o conceito do projeto de utilização da estrutura

A ponte Hercílio Luz, principal cartão-postal de Santa Catarina, completa 92 anos neste domingo (13) cercada de indefinição quanto à reabertura. Mesmo sem previsão de entrega da restauração, que deve ocorrer em 2019, a empresa portuguesa Teixeira Duarte já recolocou 60 barras de olhal, de um total de 360. O avanço da obra está condicionado a um aditivo de R$ 37 milhões, que aguarda liberação de um financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O secretário de Estado de Infraestrutura, engenheiro Paulo França, informou que as duas desapropriações pendentes estão bem adiantadas. Já o Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), a partir de segunda-feira (14), colocará no ar o site Ponte Viva, que trará o conceito do projeto de utilização da estrutura. A ponte está totalmente interditada desde 1991, em função de uma fissura em uma barra de olhal.

A previsão inicial para a restauração ser concluída era outubro deste ano, mas o prazo final passou para dezembro e, atualmente, está indefinido. “A restauração da ponte Hercílio Luz não é uma simples obra, o monumento tombado pelo patrimônio histórico está sendo recuperado e aperfeiçoado para o benefício da população. O processo administrativo para o aditivo foi encaminhado ao banco e nos próximos dias deveremos ter a autorização para a assinatura da emenda. Com isso, faremos as contas para a divulgação do novo cronograma”, destacou o secretário.

Paralelamente à recolocação das barras de olhal, os operários trabalham na pintura de cinco torres. A ponte será totalmente pintada na cor cinza, que será mais uma proteção contra a maresia. A recuperação das peças no vão central também está adiantada. Após a colocação das 360 barras de olhal, os pendurais, que foram fabricados na Itália, também serão recolocados na ponte.

Além da espera pelo aditivo, duas desapropriações na cabeceira continental atrapalham o avanço da obra. “Uma família recebeu a indenização e estamos providenciando a emissão de posse. Já a outra deve receber nas duas próximas semanas, no máximo. Nestes locais precisaremos ancorar a estrutura para recolocar as outras barras de olhal”, afirmou França.

Em site, população terá acesso ao conceito do projeto

Para comemorar os 92 da ponte Hercílio Luz, o Ipuf lança o site Ponte Viva, que trará o conceito do projeto de utilização da estrutura. O projeto Ponte Viva traz estratégias de curto, médio e longo prazo para o uso integrado da ponte em temas como mobilidade, turismo, cultura, esporte e patrimônio. Os projetos iniciais contemplam principalmente o tema da conectividade e o seu entorno.

“A prioridade para a utilização da ponte será para ciclistas e pedestres, mas de acordo com os gatilhos pré-estabelecidos também implantaremos o transporte coletivo. Com a divulgação do site vamos disponibilizar os conceitos de intervenções urbanísticas do projeto. Também haverá um espaço colaborativo para comentários da população”, afirmou o diretor metropolitano do Ipuf, arquiteto e urbanista Michel Mittmann. Dentro de um mês, os projetos preliminares urbanísticos de conectividade, modelo de governança e sistema de uso gradativo da estrutura e do entorno serão apresentados pela prefeitura e pelo governo do Estado.

Etapas da restauração

-Montagem de gruas e estruturas andaimes
-Recuperação das estruturas metálicas dos viadutos, incluindo torres
-Recuperação da estrutura metálica da treliça do vão pênsil
-Reforço das torres principais, incluindo fundações
-Transferência de carga da ponte para a estrutura provisória
-Troca das rótulas e selas das torres principais
-Recolocação das 360 barras de olhal
-Recolocação dos pendurais
-Execução do tabuleiro
-Desmontagem das estruturas provisórias e gruas.
-Motivos do aditivo
-Aumento da altura do corrimão de 1,10 m para 1,40 m, seguindo o alerta feito pelo Ministério Público
-Para melhorar a segurança no fluxo da ciclovia e da passarela de pedestres, as barras de olhal serão suspensas em 2,5 m em oito -pontos
-Instalação de corrimão para deficientes

As alturas das longarinas foram aumentadas para atender os padrões da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Para dar mais segurança aos motoristas, os guard-rails foram adaptados conforme a legislação vigente. Construção de um muro de contenção próximo ao Scuna Bar, com o objetivo de evitar possíveis deslizamentos de terra. Recuperação de mais peças do que o estimado inicialmente. Pagamento das desapropriações e o consequente aditivo de prazo.


Fonte: Notícias do Dia

Prefeito de Florianópolis desabafa sobre a greve de 30 dias e explica como será reposição

Gean Loureiro lamentou o descumprimento da decisão judicial, do acordo de conciliação e falou como os dias parados serão compensados pelos quase 2 mil servidores que estavam em greve

Após 30 dias da paralisação parcial dos serviços públicos municipais da saúde, da educação e da assistência social, os funcionários públicos de Florianópolis decidiram nesta sexta-feira (11) terminar com a greve. O movimento começou após a aprovação pela Câmara de Vereadores do projeto das OS (Organizações Sociais). O prefeito Gean Loureiro (PMDB) manteve a posição de não recuar da multa aplicada ao Sintrasem (Sindicato dos Servidores no Serviço Público Municipal) e no desconto de parte dos dias do movimento grevista. O chefe do poder executivo municipal chegou a cogitar a abertura de processos administrativos para as demissões dos efetivos e a rescisão dos contratos dos ACTs (Admitidos em Caráter Temporário). Ele também explicou como será a reposição das horas que não foram trabalhadas e nem descontadas.

Na quarta-feira (9), durante uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça, o Sintrasem e a Prefeitura de Florianópolis assinaram um documento acertando o fim da manifestação. Ao contrário do que todos imaginavam, os servidores decidiram pela continuidade do movimento durante a assembleia na quinta-feira (10), em função de uma polêmica envolvendo a compensação dos dias pelos ACTs. Segundo o prefeito, dos 11 mil servidores do município, cerca de 2 mil estavam em greve.

Decisão judicial

“Estamos vivendo uma situação que o estado de direito está à mercê do descumprimento, a partir do sindicato, de decisões judiciais. Qualquer cidadão que não cumprir uma decisão judicial pode até ser preso. Ao sindicato foi determinado à volta das aulas, mas não cumpriu. Foi determinado à volta de todas as atividades da saúde, não cumpriram. A determinação de não bloquear os espaços públicos, mas eles continuam trancando as ruas. Fecharam o acesso ao Tribunal de Justiça nessa semana e a prefeitura, com o impedimento do trânsito pela Tenente Silveira. Foi um descumprimento total de decisões judiciais, porque quem perdeu foi a população mais pobre, que tem o emprego comprometido porque não tem com quem deixar o filho. No fim pareceu uma disputa política partidária, e com educação e saúde não podemos agir pensando em política partidária”.

Acordos

“As questões econômicas estão fechadas. Demos o aumento do dobro da inflação no vale alimentação. 2% parcelado na reposição salarial de todos os servidores. Discutimos todas as condições necessárias e as mudanças administrativas. Eles queriam que não houvesse nenhum tipo de multa, que já estava em R$ 3 milhões aplicado pela Justiça. Aceitamos uma redução na multa para R$ 40 mil e uma reversão para ser aplicada na qualificação dos professores e em viagens de estudos e pesquisas para alunos da rede municipal. Aceitamos a redução de descontos dos dias parados, de 30 dias para três dias, parcelados em três meses e uma reposição dos dias perdidos. A prefeitura cedeu, mas deixamos claro que não haverá acordo sem multa e desconto dos dias parados.”

Demissões

“Se a greve continuasse, já estávamos preparando os processos de demissão por abandono de emprego. A legislação prevê que após 30 dias existe essa possibilidade. Assim como a rescisão dos contratos dos ACTs pela ausência no trabalho. O objetivo era fazer um chamamento para contratar de profissionais temporários na área da saúde e assegurar vagas na rede particular de ensino, porque não poderíamos deixar a população sem creche, sem escola e sem atendimento à saúde”.

Reposição na educação

“Os servidores da educação terão de cumprir os 200 dias previstos no ano letivo. As aulas serão compensadas aos sábados e nas férias de julho, porque os alunos não poderão ter os prejuízos dos conteúdos previstos.”

Reposição na saúde

“Como a saúde trabalha em escalas, vamos aproveitar os profissionais para cobrir férias e algumas atividades aos finais de semana, sem a necessidade de pagar horas extras. Ampliação do horário de alguns centros de saúde. Ao invés de fechar às 17h, as unidades fecharão às 19h, mas todos terão de compensar os dias parados. Sob a responsabilidade de a prefeitura ser responsabilizada, porque não podemos pagar pelos serviços que não foram prestados”.


Fonte: Diário Catarinense

Governo afirma que criou empregos e cortou gastos

O governo federal apontou melhorias na política econômica ao fazer balanço de dois anos da gestão do presidente Michel Temer. Neste domingo, 13, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que sete dos 15 pontos do programa "Ponte para o Futuro" - lançado pelo MDB e usado como diretriz para a nova gestão - não foram cumpridos.

De acordo com o Planalto, o governo criou 56 mil empregos em março e que, acumulado do ano, já houve crescimento de 204.064 postos de trabalho, segundo o CAGED. A população ocupada - 92,1 milhões de pessoas - aumentou em 1,84 milhão no trimestre de outubro a dezembro de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016, de acordo com dados são da PNAD Contínua, do IBGE.

"Estamos recuperando um passivo de mais de dez anos de uma política econômica equivocada e que levou o país à sua maior recessão da história", afirmou o governo, em nota.

O governo voltou a afirmar que a Reforma da Previdência não saiu da pauta do País e contestou a informação de que ela tenha sido engavetada por falta de apoio, apontando a intervenção do Rio como o fator que inviabilizou a votação no Congresso. Segundo o Planalto, o governo "segue aprovando projetos fundamentais para o país", citando a aprovação na Câmara do projeto que cria o Cadastro Positivo e do projeto para pagar dívidas de governos anteriores.

"O presidente assumiu o governo quando os ânimos estavam naturalmente exacerbados. Adotou a pregação de unificar o país e pacificar a nação, num gesto de conclamar a todos nesse sentido", diz a nota.

Cortes

Sobre a promessa não cumprida de priorizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico, o governo citou na necessidade de contingenciar gastos para justificar a redução do orçamento de Ciência e Tecnologia.

"Como, hoje, mais de 90% do Orçamento federal corresponde a despesas obrigatórias, resta ao governo a obrigação de contingenciar os outros menos de 10%", disse. "Esse contingenciamento atingiu a todos os órgãos da União", acrescentou.

A nota diz que os trabalhos de pesquisa e inovação receberão aporte de US$ 1,5 bilhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O governo informou ainda que "tem atuado para fechar acordos comerciais com outros países" como a China, Reino Unido e Chile. O texto diz que o Mercosul e a União Europeia estão "muito próximos" de assinar um acordo de livre comércio que está sendo negociado há mais de 20 anos, desde do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: SPC Brasil

Inadimplência do consumidor cresce 3,54% em abril, a sétima alta seguida, mostra indicador do SPC Brasil e CNDL

Número de brasileiros que não conseguem pagar suas contas segue elevado apesar do fim da recessão e atinge 62,2 milhões de pessoas. Por outro lado, quantidade de dívidas tem crescido em patamar mais moderado

O volume de brasileiros com contas em atraso e registrados nos cadastros de devedores voltou a apresentar alta no último mês de abril. Segundo dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) houve um crescimento de 3,54% na quantidade de inadimplentes na comparação entre abril deste ano com o mesmo mês do ano passado, o que configura a sétima alta consecutiva na série histórica do indicador. Na comparação mensal, ou seja, na passagem de março para abril, sem ajuste sazonal, o indicador apresentou estabilidade, com uma variação de 0,04%.

Dados detalhados do indicador mostram que o crescimento da inadimplência nacional foi puxado pela região Sudeste, cuja alta foi de 8,56% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. Esse crescimento se deve, a revogação de uma lei no Estado de São Paulo, que limitava o processo de registro de inadimplência. Com a derrubada da lei, muitos dos atrasos que estavam represados foram inseridos na base de devedores de forma abrupta.

Na demais regiões, também foram observadas altas na quantidade de inadimplentes, mas de forma mais modesta: crescimento de 3,63% no Centro-Oeste, 3,37% no Nordeste, 3,34% no Norte e 1,86% no Sul.

Brasil encerrou abril com aproximadamente 62,2 milhões de negativados

O SPC Brasil e a CNDL estimam que o Brasil encerrou o mês de abril com aproximadamente 62,2 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas – o que representa 41% da população adulta do país.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados refletem o quadro de dificuldades econômicas que as famílias ainda enfrentam, apesar do fim da recessão. “O desemprego segue elevado e a renda reduzida.

Mesmo com o fim da recessão e sinais mais evidentes de que o país está se recuperando da crise, os efeitos imediatos no bolso do consumidor ainda demoram a aparecer”, explica.

Com a perspectiva de que a economia e o consumo irão se recuperar de forma lenta e gradual ao longo do próximo semestre, a economista do SPC Brasil avalia que a expectativa é de que a inadimplência se estabilize e pare crescer a taxas elevadas ao longo de 2018. “Com a retomada do ambiente econômico acontecendo de forma lenta, ainda demorará para termos um aumento expressivo do número de empregos e renda, fatores que impactam de forma positiva tanto no pagamento de pendências”, afirma a economista.

Sudeste tem mais inadimplentes, mas em proporção, liderança é do Norte

Em termos absolutos, é na região Sudeste onde se encontra a maior quantidade total de brasileiros com contas em atraso: 26,83 milhões, o que representa 41% do total da população. Em segundo lugar aparece o Nordeste, que possui 16,66 milhões de pessoas com contas em atraso (41% da população adulta da região). A região Sul contém 8,09 milhões de inadimplentes, o que representa 36% de sua população e o Norte, aproximadamente 5,62 milhões de consumidores registrados em cadastros de devedores. Proporcionalmente à sua população residente, são os Estados do Norte que possuem a maior inadimplência do país, uma vez que 47% da população adulta dessa região possui contas em atraso. No Centro-Oeste são 4,98 milhões de inadimplentes (43% da população).

Brasil tem quase 18 milhões com contas em atraso na faixa dos 30 anos 39 anos. Idosos de 65 até 84 anos formam 5,2 milhões de inadimplentes

O indicador ainda revela que a maior parte dos inadimplentes está na faixa dos 30 aos 39 anos. São aproximadamente 17,6 milhões de consumidores entre com contas sem pagar nessa faixa etária. Em segundo lugar estão os adultos com idade entre 40 e 49 anos (13,8 milhões) e em terceiro os consumidores de 50 a 64 anos (12,7 milhões). Jovens adultos de 25 a 29 anos são 7,9 milhões de inadimplentes no Brasil e os idosos de 65 a 84 anos, são 5,2 milhões. Na faixa etária dos mais jovens, de 18 a 24 anos, o número verificado é de que 4,7 milhões de consumidores estejam com alguma conta em atraso e com o CPF registrado em cadastros de devedores.

“O volume de atrasos é maior nas faixas etárias em que há mais responsabilidades da vida adulta, como casamento, filhos, aluguel ou aquisição da casa própria. É um momento em que as atribuições financeiras crescem de forma acentuada, exigindo organização. Já a inadimplência elevada entre os mais idosos se justifica pelo que fato de que, atualmente, essas pessoas permanecem por um tempo maior no mercado de trabalho”, analisa a economista Marcela Kawauti.

Volume de dívidas cresce 1,29% em abril, em patamar menor do que o de devedores. Pendências com bancos e crediário lideram atrasos no mês

Outro número calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL foi o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Nesse caso, o crescimento foi mais modesto do que o de devedores e apresentou alta de 1,29% na comparação entre abril de 2018 e do ano passado. É a primeira vez, desde junho de 2016, que é observado um aumento no volume de dívidas. Em média, cada inadimplente possui duas contas em atraso. Na comparação mensal, isto é, entre março e abril deste ano, houve uma retração de -0,30% no número de dívidas em atraso.

As dívidas bancárias, que englobam faturas atrasadas de cartão de crédito, empréstimos não pagos, financiamentos em atraso, entre outros, foram o tipo de pendência que mais cresceu em abril, com alta de 7,96%, de acordo com o indicador. Em segundo lugar aparecem as dívidas com empresas que prestam serviços de telefonia, TV por assinatura e internet, cuja alta foi de 6,81%. As pendências com crediário no comércio crescerem 6,11% no período, enquanto os atrasos com serviços básicos de água e luz, recuaram 3,06%.


Fonte: SPC Brasil

De cada 10 brasileiros, 6 usaram crédito por impulso para compras, diz pesquisa

Maioria dos produtos adquiridos em compras não planejadas foi roupas, calçados e acessórios

Seis em cada dez brasileiros usaram o crédito em fevereiro para comprar, por impulso, produtos que não eram essenciais e cuja aquisição poderia comprometer o orçamento.

O resultado é de levantamento feito pelo birô de crédito SPC Brasil e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

Os dados foram coletados em pesquisa pela internet com 910 pessoas entre 8 e 22 de março. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

A maioria dos produtos adquiridos por quem fez compras não planejadas foi roupas, calçados e acessórios, que responderam por 19%. Em segundo vieram as compras no supermercado (17%), além de perfumes e cosméticos (14%) e idas a bares e restaurantes (13%).

"O consumidor está andando no limite. O crédito fácil leva à compra impulsiva", diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Ela critica especificamente a decisão de jogar as compras do supermercado no crédito. "É um gasto recorrente. Quando você usa o crédito fácil para essas compras do dia a dia, se tiver um imprevisto, pode se enrolar."

Marcela vê uma relação entre a facilidade propiciada pela internet e as compras por impulso. Na pesquisa, 33% dos entrevistados dizem que a rede mundial é o meio que mais estimula as aquisições não planejadas, por causa da facilidade de parcelamento.

"A vitrine do shopping é a mesma para todos. Na internet, tem uma customização da propaganda, fica mais fácil de convencer o consumidor a comprar", diz.

Neste caso, o cuidado que deve ser tomado para evitar adquirir produtos por impulso é o mesmo da loja física: sair, pensar a compra e analisar se aquele artigo é realmente necessário. "A internet acaba ativando a parte do cérebro mais racional ou impulsiva, o que pode prejudicar o consumidor."


Fonte: Exame

Disparada do dólar encarece dívidas e tudo para ler antes de a Bolsa abrir

Com a alta do dólar, as dívidas das empresas no exterior cresceram R$ 115 bi, já que 46,9% das companhias endividadas não contam com proteção cambial

Disparada do dólar encarece dívidas de empresas no exterior em R$ 115 bilhões. Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, segundo o BC, 46,9% das companhias endividadas na moeda dos EUA não contam com proteção à variação cambial.


Fonte: Folha de S. Paulo

Fora do governo, Temer enfrentará quatro processos

Há contra o presidente dois inquéritos no Supremo e duas denúncias que foram barradas, mas podem ser reativadas

No primeiro dia do próximo ano, quando descer a rampa do Palácio do Planalto, Michel Temer enfrentará uma nova realidade jurídica. Sem foro especial, ele responderá a, ao menos, quatro processos em diferentes tribunais pelo país.

Contra o presidente, há hoje dois inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) e duas denúncias que foram barradas pela Câmara dos Deputados, no ano passado, mas que podem ser reativadas a pedido do MPF (Ministério Público Federal).

Ele foi denunciado em casos envolvendo a delação premiada da JBS. Em um dos processos, a acusação é de corrupção passiva; em outro, de obstrução à Justiça e participação em organização criminosa.

Esses casos devem seguir para a Justiça Federal do Distrito Federal, onde já tramita uma denúncia contra integrantes do seu partido por formação de quadrilha. Há outra por fatos ligados à JBS e ao ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures.

Além das denúncias, pesam contra o presidente dois inquéritos que estão em fase de coleta de provas e atualmente tramitam no STF.

Um deles apura se Temer e aliados negociaram com executivos da Odebrecht, em reunião no Palácio do Jaburu, R$ 10 milhões em doações ilícitas de campanha para integrantes do MDB em 2014.

O outro inquérito investiga se houve ilegalidade em decreto assinado em maio de 2017 pelo presidente e que beneficiou empresas do setor portuário. Os rumos da investigação podem levar o caso a ser remetido à Justiça Federal do Distrito Federal ou de São Paulo.

No começo de maio, o STF alterou o entendimento sobre o foro especial para deputados federais e senadores: o tribunal vai processar e julgar os casos cometidos em função do cargo e durante o mandato.

Antes, qualquer crime cometido por um parlamentar ficava no Supremo.

A mudança não atinge o cargo de presidente, de acordo com o entendimento da corte até agora. Assim, se Temer assumir um cargo de embaixador ou de ministro em eventual governo de aliado, seus processos continuarão tramitando no STF, foro de ministros e chefes de missões diplomáticas.

O emedebista vinha se colocando como possível candidato na corrida presidencial, mas, nas últimas semanas, declarou a integrantes do partido que não deverá se candidatar à reeleição.

Em conversas reservadas, segundo relatos feitos à Folha, o presidente já manifestou preocupação em ser preso após passar a faixa presidencial. O maior receio dele, no entanto, é de que os investigadores avancem sobre sua família.

O primeiro golpe sofrido por ele ocorreu no mês passado, quando a Folha revelou que a mulher do coronel João Baptista Filho, amigo do emedebista, pagou em dinheiro vivo obra na casa da filha do presidente Maristela Temer.

Na sequência, a Polícia Federal a convocou a prestar depoimento. Na época, a filha telefonou assustada ao presidente, que fez questão de viajar a São Paulo para dar apoio.

No mesmo mês, a Folha revelou que a Polícia Federal suspeita que o presidente lavou propina em imóveis da família, alguns dos quais em nome de sua mulher, Marcela, e do filho do casal.

De acordo com assessores presidenciais, a primeira-dama já reclamou com o presidente sobre a exposição do filho, de apenas 9 anos.

Além do receio jurídico, o presidente já disse a um auxiliar e amigo que não quer deixar o Palácio do Planalto com o risco de ser hostilizado em locais públicos. Ele, contudo, na média, é o presidente mais impopular da história desde a redemocratização.

Compilação das mais de 200 pesquisas de avaliação de governo feitas pelo Datafolha nas últimas três décadas mostrou que a média do atual presidente nesses 24 meses é pior até mesmo do que a dos antecessores que sofreram impeachment, Dilma Rousseff e Fernando Collor.

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