Clipping - 08/02/2018

CDL de Florianópolis

Fonte: Notícias do Dia - Fábio Gadotti

Fonte: Notícias do Dia - Janine Alves


Geral

Fonte: Notícias do Dia

Queda de viaduto em Brasília traz à tona a manutenção das pontes em Florianópolis

Com a manutenção da sentença em 1º grau do TJ-SC, que determina manutenção em 120 dias, o promotor Daniel Paladino vai comunicar o tribunal na próxima semana do não cumprimento da decisão judicial

A queda de parte de um viaduto no Eixão Sul, na área central de Brasília (DF), na terça-feira, trouxe à tona a falta de manutenção das pontes Pedro Ivo e Colombo Salles, em Florianópolis. Construídas, respectivamente em 1991 e 1975, as duas importantes obras de artes de Santa Catarina nunca passaram por reforma completa. Com a manutenção da sentença em 1º grau do TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) em dezembro de 2017, que determina a manutenção das pontes no prazo de 120 dias, o promotor Daniel Paladino, do MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina), comunicará o tribunal na próxima semana do não cumprimento da decisão judicial.

A justificativa do Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) é que duas decisões judiciais contraditórias emperraram o processo. Enquanto o TJ determinou a execução da obra e estabeleceu um prazo, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) pediu a anulação da licitação para contratar a empresa que fará a fiscalização da obra, porque a modalidade pregão foi questionada pela Abee-SC (Associação Brasileira dos Engenheiros Eletricistas) à época. A empresa que vai executar a restauração é de Curitiba (PR) e foi definida em licitação em 2016.

Para o engenheiro José Antonio Latrônico Filho, que é conselheiro do Crea-SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e presidente da Abee-SC, já passou o tempo da restauração das pontes. “Entendemos que a escolha não pode ser apenas pelo menor preço, porque é preciso levar em conta a experiência técnica da empresa contratada. Sem dúvida, o sinal amarelo está aceso e as estruturas precisam de uma manutenção o mais rápido possível, porque a oxidação da estrutura avança a cada dia”, afirmou.

A última vistoria nas pontes foi realizada há quatro aos e o processo de deterioração continua em progresso, com as ferragens à mostra, queda de parte do concreto e muita corrosão. Na opinião de Latrônico, as estruturas não oferecem risco imediato de colapso, mas o custo da manutenção só aumenta com o passar do tempo. “O governo do Estado precisa adotar um programa de manutenção preventiva, porque são mais de 400 pontes em Santa Catarina de pequeno e médio porte. Precisamos acabar com a política da manutenção corretiva, como deve acontecer em Brasília com a queda de parte do viaduto, que custará milhões de reais aos cofres públicos”, sugeriu.

Decisão judicial prevê multa diária de R$ 50 mil

O promotor Daniel Paladino encaminhará na próxima semana um pedido de execução das obras de manutenção das pontes Pedro Ivo e Colombo Salles, como determinou o TJ após negar o recurso do Deinfra em dezembro de 2017. A decisão prevê que os trabalhos devem começar no prazo de 120 dias. “Nosso objetivo é que a decisão judicial seja cumprida, porque a vistoria apontou a necessidade de manutenção. Na época, não havia o risco imediato, mas as estruturas estão sofrendo este processo de deterioração. A decisão também prevê multa diária de R$ 50 mil pelo descumprimento da sentença”, disse.

O engenheiro José Antônio Latrônico Filho advertiu sobre a necessidade de contratar um ensaio Rint (Reflectonetric Impulse Measurement Technique) para saber como estão as estruturas internas após a explosão nos cabos de energia da Celesc, em 2003, que provocou um apagão da Ilha de Santa Catarina. “Na licitação anulada, o Deinfra não previu esse serviço, que basicamente é como um raio-X das estruturas metálicas dentro do concreto. Não há como fazer esse levantamento visualmente”, destacou.

Longe dos termos técnicos e laudos complicados, o militar Marcelo Rosa, 39 anos, passa diariamente pelas pontes. De bicicleta ou de carro, ele percebe a fragilidade da estrutura. “Quando você passa pela passarela de pedestres tem uma noção do estado de abandono. Fiação exposta, placas do piso descolando e a trepidação excessiva a cada caminhão ou ônibus deixa qualquer um preocupado”, afirmou.

O que diz o Deinfra

Após o Carnaval abrirá uma licitação para escolher a empresa que vai supervisionar as obras de recuperação que serão executadas nas pontes Pedro Ivo e Colombo Salles, possivelmente, a partir de abril. A empresa que oferecer o menor preço será contratada.

Segundo o departamento, isso só não foi feito antes porque havia uma questão pendente no TCE que discordava da maneira em que o Deinfra pretendia realizar a contratação da supervisão através do pregão. O tribunal insistia na modalidade técnica e preço, com que o Deinfra não concordava, alegando que os custos seriam maiores. Tanto que entrou com recurso. Agora, esgotadas todas as possibilidades, o Deinfra vai acatar a decisão do tribunal e apressar o processo para que as obras nas duas pontes comecem o mais rápido possível.


Fonte: Notícias do Dia

Praça XV de Novembro é fechada para o Carnaval 2018, em Florianópolis

Pela primeira vez, foliões não poderão transitar pelo local, que já foi bastante depredado em outros anos durante os festejos de Momo

Quem passou pelo Centro de Florianópolis nesta quarta-feira (7) percebeu algo de diferente na paisagem da praça XV de Novembro. Desde esta terça (6), a região foi cercada por tapumes e apenas algumas aberturas foram deixadas para que a população pudesse transitar pelo local. A prefeitura explicou que a medida foi tomada para preservar o patrimônio público durante a folia de Carnaval.

Segundo o superintendente de turismo de Florianópolis, Vinicius de Lucca, nos últimos anos a praça foi extremamente depredada, por isso será fechada, e também por motivos de higiene e segurança. A partir de sexta-feira, pela primeira vez no Carnaval de Florianópolis, o local estará totalmente cercado.

A praça XV de Novembro é mantida por uma parceria público-privada firmada entre a prefeitura e uma das maiores redes de varejo que atua em Santa Catarina.


Fonte: Notícias do Dia

Santa Catarina notifica 16 casos de febre amarela e confirma um desde o início do ano

Nenhuns dos casos em investigação foram previamente vacinados contra a febre amarela

A DIVE/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) divulgou o segundo boletim do ano sobre a situação epidemiológica da febre amarela, vigilância de epizootias de PNH (primatas não humanos) e eventos adversos pós-vacinação, em Santa Catarina, nesta quarta-feira (7). Entre 1º janeiro e 6 de fevereiro de 2018, foram notificados 16 casos suspeitos de febre amarela no Estado, dos quais apenas um foi confirmado.

Outros 12 casos foram descartados, seis pelo critério laboratorial e seis pelo critério clínico epidemiológico, e três ainda estão sendo investigados, aguardando resultado laboratorial. Dentre os que estão em investigação, um teve histórico de deslocamento para Minas Gerais, nos 15 dias antes do início dos sintomas, e dois tiveram histórico de deslocamento para áreas com recomendação de vacina dentro do Estado.

Nenhuns dos casos em investigação foram previamente vacinados contra a febre amarela. Dois dois dos possíveis infectados residem em Lages e Nova Itaberaba, municípios que fazem parte da área com recomendação de vacina, e um é morador de Joinville, cidade sem esta recomendação. O caso confirmado da doença é de um residente do município de Gaspar, que viajou para o município de Mairiporã, município da região metropolitana de São Paulo, o que caracteriza como sendo um caso importado.

No período de julho de 2017 até esta terça-feira (6), foram notificadas 61 epizootias em 83 PNH em 26 municípios de Santa Catarina. Dos 83 macacos infectados, apenas quatro ainda estão vivos e 23 tiveram a causa do óbito indeterminada, sem possibilidade de diagnóstico devido à ausência de coleta de amostras para análise.

Evento adverso pós-vacinação é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação e que, não necessariamente, possui uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico. No período de 1º de janeiro a 6 de fevereiro de 2018, foram notificados cinco casos suspeitos de evento adverso grave após a vacinação contra a febre amarela em Santa Catarina. Quatro deles foram descartados e um, de Itajaí, continua em investigação aguardando resultado laboratorial.


Fonte: Diário Catarinense

Florianópolis tem a quarta cesta básica mais cara entre 20 capitais pesquisadas

Florianópolis teve em janeiro a quarta cesta básica mais cara do Brasil (entre 20 capitais pesquisadas) conforme divulgou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) nesta quarta-feira, 7 de fevereiro. A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, que é mensal, mostrou que a cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 446,69), seguida de Rio de Janeiro (R$ 443,81), São Paulo (R$ 439,20) e Florianópolis (R$ 430,52 – com variação de +2,85% em relação ao mês anterior).

De um modo geral no país, conforme o levantamento, entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018 houve predominância de alta no preço de tomate, banana e batata, coletada no Centro-Sul. Já feijão, açúcar e leite tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.

O DIEESE também faz um comparativo de quanto deveria ser o salário do brasileiro para arcar com os custos da cesta básica. Segundo a entidade, com base na cesta mais cara de janeiro, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.752,65, ou seja, 3,93 vezes o mínimo atual (R$ 954).

Números de Florianópolis

A pesquisa apontou que, entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018, houve elevação no valor médio do tomate (49,09%), batata (11,34%), banana (5,72%), manteiga (1,69%), pão francês (1,28%), óleo de soja (1,07%) em Florianópolis.

Os demais produtos pesquisados apresentaram queda: feijão (-12,55%), leite integral (-2,83%), café em pó (-2,08%), carne bovina de primeira (-2,04%), arroz (-1,62%), açúcar refinado (- 1,46%) e farinha de trigo (-0,92%).

Em 12 meses, cinco produtos acumularam alta: tomate (54,26%), batata (37,31%), manteiga (13,48%), café em pó (6,33%) e pão francês (3,55%). Os outros oito itens mostraram redução: carne bovina de primeira (-1,47%), farinha de trigo (-2,93%), leite integral (-6,78%), óleo de soja (-6,88%), arroz (-16,25%), açúcar refinado (-23,51%), banana (-28,1%) e feijão (- 42,83%).


Fonte: Diário Catarinense

"A gente traçou estratégias para curto, médio e longo prazo", diz Marcos Ghizoni, futuro delegado

Um dos novos nomes da Segurança Pública, o futuro delegado geral da Polícia Civil, Marcos Ghizoni, diz que ainda não tratou dos detalhes sobre o trabalho que o aguarda nos próximos meses. Ghizoni já atuou como delegado geral adjunto e também foi, por três anos, diretor da academia de polícia. Ele garante já ter ideias para apresentar a Alceu de Oliveira Pinto Júnior, que assumirá a pasta na segunda quinzena do mês. Investigação de homicídios, especialmente em Joinville e Florianópolis, e de facções criminosas estarão no foco dele. Confira a seguir trechos de entrevista que Ghizoni concedeu à NSC TV.

O senhor já conversou com o futuro secretário?
Já tive uma conversa inicial pessoalmente. Mas não nos conhecíamos antes, tinha sabido do nome dele, por alguma coisa acadêmica. Mas não tinha contato pessoal com ele. Ainda não tive oportunidade de sentar com o novo secretário para definição de algumas ações. Tive as primeiras conversas com ele e a gente traçou algumas estratégias para curto, médio e longo prazo, muito focado no que se sabe hoje. O que se vem comentando são as questões envolvendo os homicídios em Florianópolis e Joinville, e as facções criminosas.

Qual é o maior desafio no comando da Polícia Civil?
O maior desafio é apresentar soluções novas para problemas já conhecidos. Nós temos, basicamente, três problemas, que são os homicídios em Florianópolis e Joinville e as facções criminosas.

De que forma o senhor pretende achar soluções novas para problemas antigos?
A Polícia Civil vem se estruturando, vamos dar maior ênfase, cada vez mais, no que se refere ao combate as facções criminosas, buscando alternativas para essas investigações, utilizando-se de tecnologia para tanto.

Tem algo mais prático para se antecipar como ação?
Sempre é muito difícil comentar das tecnologias de informação porque tu acaba ensinando indiretamente as pessoas que futuramente serão investigadas. Com relação a tecnologia de informação eu posso dar um exemplo. Recentemente estive em Israel e lá as câmeras de vídeo das ruas são gerenciadas por um software em que um sujeito que está verificando pode analisar de mais 50 mil pontos porque esse software detecta tiros, sons altos. Ele consegue fazer com que a atenção do ser humano se dissipe em muitos pontos e não um único ponto.

Mas o investimento, a verba e recursos para a secretaria, este ano estão 60% menores. Então nem chego a falar nesse tipo de ação ligada só à tecnologia, a gente estava falando sobre essa questão de olhar mais para os menores que estão direta ou indiretamente envolvidos nos homicídios...
Esse seria um outro foco, nós temos já aqui na Capital uma experiência que se inicia em um projeto piloto, que é criar e investir em uma equipe de investigação própria na Delegacia da Criança e do Adolescente. Não há tantas investigações em andamento contra a criança e adolescente, mas se começar a analisar os últimos homicídios acontecidos na Capital, basicamente 90% (o delegado afirma que este dado é empírico) tem participação de adolescentes e eles acabam sendo atingidos através da investigação do adulto. Nós queremos luz frente a esse trabalho tanto contra ao adolescente como ao adulto. É uma nova visão, é uma proposta que, basicamente, não tem custo de dinheiro novo e é parte do trabalho que nós executamos no dia a dia. Pensar diferentemente do que vinhamos pensando até então.

Em relação as estruturas das delegacias, existe previsão de melhora?
Nós estamos em constante adequação das delegacias. Viemos de um período de um recessão muito forte no Estado, houve uma diminuição da arrecadação, temos muitas delegacias locadas e há um constante controle que se o proprietário desses locais em que temos delegacias instaladas não fizerem adequações que estamos pedindo, como acessibilidade, vamos procurar outros pontos para locação. Isso não implica em gasto de dinheiro, implica em cobrar um direito que às vezes nos passa despercebido. São inúmeras locações, inúmeros contratos, o tempo vai passando e as obrigações do locador, por vezes, ficam um pouco de lado e a gente retoma nessa situação em 2018.

70% das pessoas não fazem BO porque acreditam que não dá em nada. Existe algum plano ou ação para fazer com que as pessoas tenham mais confiança? Os números e as políticas públicas são baseadas nesses números de ocorrências, mas as vezes eles podem ser muito maior porque as pessoas deixam de confiar e fazer o boletim de ocorrência.

Essa é uma visão. Eu brinco que todos os dias eu rezo, mas nem todos os dias em que eu rezo, tenho resposta do que eu estou rezando. Há uma necessidade do resgate de uma fé, no bom sentido da palavra, de mostrar para essas pessoas que se não houver uma resposta em concreto ela será beneficiada para ajudar outras pessoas através de um índice. Não vou resgatar isso apenas por ações ou resultados positivos, até porque um dado positivo na segurança pública é muito sutil. O que é positivo? Se teve um furto da tua casa com várias coisas, mas eu recupero um celular. Será que foi positivo? A sensação tua foi positiva? Então a relação de positividade da segurança pública e da Polícia Civil é muito relativa. Como vou resgatar isso? Facilitando cada vez mais o registro desse boletim de ocorrência. Conversei muito com o Eduardo Pinho Moreira em que, por exemplo, não dá mais para a Polícia Civil, no ano de 2018, não ter o registro de boletim de ocorrência via smartphone. Eu tenho certeza de que se eu disponibilizar cada vez mais o ingresso desses dados para a Polícia Civil não haverá só essa preocupação. A pessoa vai registrar, precisa procurar a delegacia, enfrentar fila, registrar... é óbvio que as pessoas vão acabar desistindo de registrar. Precisa incentivar as pessoas em todos os aspectos, mostrar para ela que isso gera uma consequência. É fundamental, mas também acessá-las e dar a forma mais fácil entrar para o registro, não menos importante.

Sobre o dado sobre os menores infratores envolvidos...
Esse dado é aproximado, é empírico.

Dentro desse dado, como que hoje isso é feito e como que vocês pretendem mudar?
Já estamos na mudança. O barco já está com as velas postas para o vento favorável. Os últimos homicídios, a elucidação partiu de uma investigação da equipe especializada na criança e no adolescente da Capital. Pretendemos executar isso também em Joinville. Atualmente a investigação de um homicídio inicia pela Delegacia de Homicídios que abarca o adulto. Descobrindo o adulto pode vir em efeito cascata o adolescente. Mas a gente também quer que a delegacia especializada através dessa equipe investigue o adolescente. Há ferramentas que podem ser lançadas para investigar o adolescente e não só o adulto.

O corte de 20% no combustível das viaturas...
Onde tu chama corte eu chamo racionalização. Eu não posso ter pessoas gastando gasolina a mais que o devido que não para o efeito pratico da nossa atividade fim. Eu detectei algumas incoerências, o nosso novo gestor está constantemente avaliando as contas. O mundo moderno exige isso, nossos recursos são findáveis. Detectamos algumas coisas e essas coisas estão sendo aquilatadas através de um bloqueio para que a gente saiba o que está saindo da rotina, porque aquilo passa do normal planejado por a gente aqui.

É mais uma medida de controle?
Além do controle é uma medida de prestação de contas para o contribuinte que tem a plena consciência de que nós recebemos um dinheiro deles e estamos explicando onde ele espera que seja aplicado. Isso não significa que estamos partindo para tudo que é lado gastando gasolina. Significa que nós começamos a analisar que há situações em que a gasolina pode ser contida com, digamos assim, um roteiro de viagens.

É uma otimização?
Isso.

Havia desperdício?
Eu não digo desperdício. Desperdício é uma palavra muito forte e seria muito leviano da minha parte dizer isso de policiais que estão dando a vida dia e noite. Havia uma não comunicação sobre alguns usos de viaturas, alguns lugares com mais gasolina do que o devido, outros com projeção de gasto de diesel em que o carro diesel já tinha sido baixado. Nossas viaturas são controladas através de um sistema eficiente, temos também uma situação que houve ingresso de viaturas novas na Polícia Civil e não houve a baixa de viaturas velhas.

O concurso da Polícia Civil está em andamento. Eles devem incorporar...
São 194 vagas para escrivão e 200 vagas para agentes de polícia. O concurso está acontecendo agora a segunda fase, se iniciou no domingo e termina na sexta. A previsão é que o resultado final sai por outubro e novembro. Dali para frente a gente começa a sentar com o governador e pensar na incorporação dessas pessoas. Então isso é uma medida para longo prazo.

Mudando o comando da Polícia Civil, o que será ou poderá ser diferente? O que vai mudar?
O principal enfoque é trazer para dentro a Polícia Civil uma mais quantidade de tecnologia para investigação, não esquecendo nosso servidor. Temos aí uma batalha com relação a um assunto que afeta as promoções. Já estive conversando com Eduardo (Pinho Moreira) e com o nosso novo secretário e buscamos uma equiparação com os demais órgãos da segurança pública que é ter uma data definida para as promoções, que também vai trazer um ganho potencial para a Polícia Civil e um conforto maior para o policial que será reconhecido em uma data fixa.

Mesmo sabendo que a verba em investimento reduziu 60% esse ano?
É um pouco difícil eu resumir isso porque o nosso orçamento é sempre um patamar, mas a liberação financeira é sempre menor que isso. Então, essa redução atingiu o orçamento e não a liberação financeira, a gente não sente tanta falta nesse aspecto. Temos alguns pontos, algumas questões financeiras que a gente precisa acertar, precisa de um aporte, tanto nosso novo secretário com o doutor Eduardo (Pinho Moreira) acenou positivamente. É óbvio que tudo depende do cenário econômico brasileiro, mas a gente vive em Florianópolis, que é considerada uma Califórnia na parte de informática. Nós podemos buscar apoio aqui, temos universidade reconhecidas mundialmente e porque não um grupo de estudantes, e daí a gente vem com outro projeto forte, junto a UFSC, para uma universidade em rede para a nossa academia de polícia para desenvolver tecnologias, temos alguns pontos de tecnologia que temos que buscar fora.

Para resumir, dentro dos problemas de segurança pública, o que destacamos foi a questão dos homicídios em Florianópolis e Joinville e a questão das facções criminosas. E como principal e primeira ação que se destaca é justamente trabalhar na investigação já que muitos menores estão direta ou indiretamente ligados a esses crimes. Aprimorar as investigações quando envolve adolescentes...
Isso. Nós vamos atingir o mesmo objetivo por dua vias, uma única via, as vezes acaba tirando, demorando um pouco mais, em duas vias a gente vê um resultado mais positivo.

Atualmente essa via que vocês estão acrescentando está ou não sendo feita de que forma?
Não tem como não estar sendo feita, se o crime é resolvido, o adolescente aparece, agora ela não é feita em cima do adolescente, ela é feita em cima do adulto. Agora temos uma delegacia especializada que vai fazer em cima do adolescente. Se ele detectou o adolescente através da nossa via normal ela vai ser acionada. Detectou através da nossa via especializada, nossa via vai ser acionada. Mas os dois vão estar sempre convergindo para chegar no mesmo ponto.

Isso seria mais para aumentar o índice de solução dos casos?
Não só para aumentar o índice de solução, mas para também ter uma legitimidade mais fidedigna com o que aconteceu no local. As vezes a gente consegue desvendar um homicídio, dois ou três autores ficam faltando, um fica faltando e esses outros acabam continuando na empreitada criminosa. Então a gente quer cada vez mais trazer todos os envolvidos possíveis do que aconteceu. Temos os adolescentes participando e os atos dos adolescentes, que acabam sendo utilizados pelos adultos que não estão na cena do crime.


Fonte: G1SC

Fortalezas da Ilha de SC foram atrativos para a vinda de imigrantes a Florianópolis

Portugueses fizeram acordo com espanhóis para ficarem com a Ilha de Santa Catarina. Restos de louças e garrafas deixados foram encontrados.

Confira o terceiro episódio da série especial sobre a história das fortalezas da Ilha

As fortalezas construídas para defender a Ilha de Santa Catarina acabaram virando um atrativo para imigrantes que queriam mudar de vida. Eles vieram pra cá e ajudaram a moldar o estado atual. Mas, antes disso, a Coroa Portuguesa precisou se entender com os espanhóis, como mostrou a terceira reportagem especial do NSC Notícias, nesta quarta-feira (7).

Quando as fortalezas começaram a ser erguidas, em 1739, a Ilha de Santa Catarina tinha 400 habitantes de origem europeia, estimam os historiadores. A chegada dos imigrantes açorianos , a partir de 1748, foi uma estratégia da Coroa Portuguesa para ocupar o território e ajudar no cotidiano da vida militar.

"Viriam aqui produzir os alimentos para essas tropas. E, eventualmente, os filhos desses açorianos também seriam soldados", explicou o coordenador das fortalezas e arquiteto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Roberto Tonera.

"Para a Coroa Portuguesa, colonizar a ilha era um grande projeto militar. Agora, para as pessoas que saíram dos Açores, colonizar essa terra era uma esperança de mudança de vida", afirmou Pauline Kisner Zamboni, do projeto Floripa Dazantiga.

A ilha virou uma espécie de pomar. "Os viajantes que passavam pela ilha diziam que ela cheirava a laranjas e limões. Eram essas frutas que os navios estrangeiros vinham se abastecer nas suas viagens aqui para evitar o escorbuto, uma doença causada pela falta de vitamina C e que causava muitas mortes à bordo", disse Zamboni.

Foi tempo de fartura nas fortalezas. "Eles comiam muita farinha de mandioca. Até porque o trigo não pegou na ilha. Eles comiam muita galinha, muito porco e no mato era abundante a caça", completou Paulo Guaracy, do projeto Floripa Dazantiga.

Restaram pedaços dessa história: cacos de jarros, garrafas e louças usados pelos oficiais portugueses.

Por três décadas, a vida pra militares e civis seguiu sem sobressaltos na vila de Nossa Senhora do Desterro. Isso até a chegada dos espanhóis, em 1777.

Espanhóis
A Espanha mandou para a ilha maior armada de guerra que já cruzou o Atlântico. Os portugueses se renderam sem resistir e boa parte da população da ilha fugiu para o continente.

O domínio espanhol durou um ano e meio. Sem armas, na mesa de negociação que os portugueses conseguiram retomar a posse da Ilha de Santa Catarina.

"Foi o tratado de Santo Idelfonso. Os espanhóis recuperaram a Colônia de Sacramento, lá no Uruguai, disputada durante 100 anos . Em troca, entregaram a Ilha de Santa Catarina definitivamente para os portugueses. A gente costuma dizer que os espanhóis eram bons de briga e os portugueses, bons de lábia nos tratados.", explicou Tonera.

Doenças e chacina
Quase um século depois, em 1864, o inimigo era outro e também a função das fortalezas. Anhatomirim virou um hospital para soldados feridos na Guerra do Paraguai e também local de quarenta para quem chegava e poderia ser o portador de alguma doença perigosa.

A fortaleza de Ratones também teve um papel importante no controle de epidemias. Entre 1850 e 1900, funcionou aqui um lazareto, um lugar para isolar pessoas que tinham doenças como cólera, febre amarela e outras doenças infecciosas.

"O lazareto de Ratones era uma questão de saúde pública. Doenças como essas, se chegassem à cidade, poderiam dizimar uma população inteira, tanto civil quanto militar", disse Tonera.

Fortaleza de Anhatomirim, em Florianópolis (Foto: Reprodução/NSC TV) Fortaleza de Anhatomirim, em Florianópolis (Foto: Reprodução/NSC TV)
Fortaleza de Anhatomirim, em Florianópolis (Foto: Reprodução/NSC TV)
Anhatomirim também foi testemunha de um dos capítulos mais sombrios da história de Santa Catarina: a chacina de opositores do governo de Floriano Peixoto.

Muitos descontentes com o governo do presidente foram presos na calada da noite na então cidade de Desterro e trazidos para os calabouços da fortaleza de Anhatomirim.

Até hoje não se sabe ao certo como eles foram executados, se por fuzilamento, enforcamento ou degola. "Não há concenso entre os historiadores. Os números variam de 43 a 180 pessoas. Não houve processo legal, portanto houve uma execução sumária, e isso foi uma chacina", resumiu Tonera.

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