Clipping - 05/04/2018

CDL de Florianópolis


Rádio Jovem Pan: Jornal Local
Pauta: Eu Amo a Praça
Clique aqui para ouvir na íntegra.

Fonte: Notícias do Dia - Fábio Gadotti

Fonte: Diário Catarinense - Estela Benetti



Fonte: Portal da Ilha


Geral


Fonte: Diário Catarinense

Por 6 votos a 5, STF nega habeas corpus a Lula

Discreta, a ministra Rosa Weber lia havia mais de 50 minutos um voto considerado indecifrável aos espectadores que acompanhavam ao vivo o julgamento do habeas corpus a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A noite caiu sobre Brasília e milhares de manifestantes país afora já exibiam cansaço quando, enfim, a gaúcha negou ao petista a concessão do recurso.

A posição acabou com o enigma em torno da magistrada e conferiu, naquele momento, placar de 4 a 1 contra o ex-presidente, abrindo caminho para a prisão de uma das maiores personalidades políticas da história brasileira e líder das pesquisas sobre a corrida pelo Palácio do Planalto.

À 0h09min, já na madrugada desta quinta-feira (5), após mais de 10 horas de sessão, foi confirmado o placar de 6 a 5 pela rejeição ao pedido – com o voto decisivo sendo dado pela presidente da Corte, Cármen Lúcia. A partir de agora, começa a contagem regressiva para o encaminhamento e a análise dos embargos dos embargos, último recurso do petista no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), mas incapaz de alterar a condenação de 12 anos e um mês de prisão.

Cercado de controvérsias há semanas, o julgamento teve seu ápice de tensão na hora do voto de Rosa, que deixou mais evidente a divisão do plenário. Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski interpelaram a colega, questionando se teria a mesma opinião caso estivessem em análise as duas ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) que tratam da prisão em segunda instância de forma geral – a possibilidade foi defendida no início da sessão por Lewandowski e mais uma vez refutada pela presidente do STF, Cármen Lúcia.

Rosa seguiu a posição do relator do caso, Edson Fachin, assim como já haviam feito Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Gilmar Mendes havia sido o único voto dissidente até então.

A ministra voltou a afirmar que, apesar de sua posição pessoal contrária à execução da pena após condenação em segunda instância, respeitaria a jurisprudência formada pela Corte em 2016. Com isso, deixou margem para interpretações de que poderia dar outro voto se o julgamento fosse a respeito da revisão geral da regra.

Contrariado, Marco Aurélio, favorável a prisões somente após trânsito em julgado, interrompeu Rosa para cobrar Cármen Lúcia sobre duas ADCs, prontas para serem votadas, que poderiam alterar o entendimento sobre o assunto:

— Vence a estratégia, o fato de vossa excelência não ter colocado em pauta as ações declaratórias de constitucionalidade.

Cármen Lúcia apenas comentou que o assunto já havia sido tratado e suspendeu a sessão para um intervalo. Nos bastidores da Corte, entre jornalistas e nas redes sociais, falava-se na possibilidade de pedido de vista por um dos descontentes, o que não ocorreu.

Após a retomada, consolidou-­se a posição do relator, que havia sido o primeiro a se manifestar.

Segundo Fachin, não se pode alegar ilegalidade ou abuso na prisão de Lula, já que há jurisprudência no STF. Sem entrar no mérito da sentença do petista, destacou que o hábeas não deveria ser usado para se “revisitar” a possibilidade de execução de pena após condenações em segunda instância:

Em seguida, adiantando seu voto devido a viagem para Portugal – de onde retornou ao Brasil apenas para o julgamento –, Gilmar Mendes fez longa exposição. Como resposta às críticas pela mudança de posição sobre antecipação da execução de penas, já que foi favorável em julgamento de 2016, destinou longo trecho em seu voto para explicar o fato.

Deixou o plenário logo após votar favoravelmente a Lula, de forma “monumental”, segundo a defesa do petista. Em seguida, Moraes votou pelo indeferimento e defendeu a atual regra, lembrando que, desde a promulgação da Constituição, há quase 30 anos, apenas em sete anos houve o entendimento de que as prisões deveriam ocorrer após o trânsito em julgado.

Um dos votos mais longos foi o de Luís Roberto Barroso, contrário ao petista. Em cerca de uma hora e 20 minutos, disse que o texto constitucional permite a interpretação de que as prisões podem ser antecipadas. Mudar o entendimento seria “um passo atrás muito largo” no combate à corrupção, praticada pelos “verdadeiros bandidos do Brasil”.

Enquanto a defesa do réu evitava se manifestar publicamente no decorrer da sessão, aliados do petista escancararam a indignação em relação a Cármen Lúcia por não ter pautado as ações que definiriam a regra para todos os réus.

— A presidente está impondo à Corte um impasse desnecessário. Ela não deveria fazer isso chegar às rédeas da irresponsabilidade. Ela sabe que há entendimento majoritário diferente e se recusa a pautar as ADCs — disse o deputado federal Wadih Damous (PT­RJ), ex-presidente da OAB-RJ.

Veja como votaram os ministros do STF:

Edson Fachin – votou contra o hábeas
Gilmar Mendes – votou a favor o hábeas
Alexandre de Moraes – votou contra
Luís Roberto Barroso – votou contra
Rosa Weber – votou contra
Luiz Fux - votou contra
Dias Toffoli – votou a favor
Ricardo Lewandowski – votou a favor
Marco Aurélio Mello – votou a favor
Celso de Mello - votou a favor
Cármen Lúcia - votou contra


Fonte: Diário Catarinense

Pesquisa mostra que 86% avaliam de forma neutra ou positiva a Polícia Militar de SC

Estudo da Udesc mostra que 13,7% dos entrevistados tem uma imagem negativa da

Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) revelou que as pessoas têm uma percepção mais positiva do que negativa com relação à nossa Polícia Militar. A pesquisa foi apresentada na sede da PM nesta quarta-feira (04), em Florianópolis, e mostrou que 16,97% dos entrevistados avaliaram bem a instituição. A resposta neutra somou 69,32% das respostas, e 13,7% tem uma imagem ruim da instituição.

Sendo assim, 86,29% dos entrevistados não reprovam o trabalho da PM. As palavras mais repetidas por este grupo de pessoas foram 'heróis', 'segurança' e 'confiança'. Já os que avaliaram mal usaram os termos 'abuso de poder', 'opressão' e 'incompetência'.

O trabalho é das professoras Aline Regina Santos e Ana Paula Grillo Rodrigues, do curso de administração pública da Udesc. Ana Paula explica que a ideia desse levantamento surgiu justamente pelo desconhecimento dos agentes sobre a avaliação que as pessoas têm da instituição.

— Como um gestor vai trabalhar em cima de algo que ele não sabe? Qual a imagem que tem essa polícia? Então, a partir dessa imagem, a gente pode criar ferramentas de gestão. Como a polícia vai atuar, como os comandantes de batalhões vão atuar para melhorar essa imagem.

O coronel Araújo Gomes, comandante-geral da Policia Militar catarinense, explica que, com base nos dados dessa pesquisa, serão tomadas políticas para reverter as avaliações negativas e migrar os neutros para o campo positivo. Estiveram na apresentação desta quarta profissionais da área de ensino, treinamento, operacional, emergência e comunicação social. Segundo o coronel, cada setor desses irá analisar os números e propor soluções. Sobre a avaliação positiva ter sido superior, o comandante lista quatro motivos nos quais acredita.

— Primeiro, que a história da polícia de Santa Catarina é de proximidade com a comunidade. Segundo, o perfil do policial catarinense é diferenciado. Nós tivemos, nos últimos 6 anos, uma renovação de mais de 40% do nosso efetivo, com policias mais jovens, que já ingressaram com nível superior, com uma formação eclética, e que passaram por um treinamento diferenciado, que torna ele um projetor de imagem melhor para nós. Terceiro, Ele está empoderado por ferramentas que aumentam a resolutividade quando acionado, como o programa mobile. E por último, porque há um clamor da sociedade por segurança, e a projeção das nossas ações mostram que estamos bem intencionados.

Participaram da pesquisa 1.033 participantes que responderam o questionário online. Outas 355 pessoas foram ouvidas aleatoriamente nos arredores da Praça XV.


Fonte: Folha de S.Paulo

Dólar tem maior valor desde maio de 2017 e Bolsa cai com julgamento de Lula
Mercado refletiu preocupação com votação do pedido de habeas corpus pelos ministros

O julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocupou a atenção dos investidores nesta quarta-feira (4), deixando em segundo plano uma melhora no exterior seguindo a dissipação de parte das tensões entre Estados Unidos e China. O dólar subiu ao maior patamar desde maio de 2017 e a Bolsa caiu.

Bolsa e dólar fecharam antes que o ministro Alexandre de Moraes encerrasse seu voto contra o habeas corpus de Lula. A Bolsa brasileira recuou 0,31%, para 84.359 pontos.

O dólar comercial subiu 0,05%, para R$ 3,341. É o maior patamar desde 18 de maio de 2017, dia seguinte ao vazamento da notícia de delação do empresário Joesley Batista, da JBS. O dólar à vista, que fecha mais cedo, avançou 0,92%, para R$ 3,349.

O início da sessão foi marcado pela aversão a risco provocada pela intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Na terça, o governo americano incluiu cerca de 1.300 itens nas tarifas contra a China, em resposta a um suposto roubo de propriedade intelectual pelo país asiático.

O objetivo do governo é tarifar até US$ 50 bilhões em importações chinesas —o equivalente a cerca de 10% das vendas para o país. A alíquota a ser imposta é de 25%.

Nesta quarta, a China anunciou tarifas de 25% para a soja, carros e outros produtos americanos importados pelo valor de US$ 50 bilhões. O ministério do Comércio da China citou 106 famílias de produtos americanos, como carne, uísque, produtos químicos ou cigarros, mas indicou que a data de aplicação ainda será anunciada.

Os mercados reagiram à piora do humor e abriram em baixa, mas foram melhorando ao longo da sessão, principalmente após a Casa Branca anunciar que não estuda, neste momento, novas iniciativas comerciais contra a China. Segundo porta-voz oficial, o foco é na implementação de medidas já anunciadas.

Para Marcelo López, gestor de recursos na L2 Capital Partners, a reação dos mercados à crise entre EUA e China foi exagerada. "É um grande circo para ocultar o que está acontecendo, que é um mercado extremamente caro. As Bolsas precisam de uma desculpa para poder cair", afirma.

"Qualquer coisa que aconteça, é uma bolha à procura de um alfinete. O modus operandi do [presidente americano, Donald] Trump é bem previsível. Ele bate na mesa, a outra pessoa pede para negociar, ele ganha algumas coisas com isso e entrega o que prometeu durante a campanha", diz.

Mas, à tarde, os rumos do julgamento do ex-presidente Lula no STF conduziram os rumos do mercado, com impacto principalmente nos juros futuros mais longos, que subiram.

A Bolsa, que iniciou a sessão com queda de 1,3%, diminuiu a desvalorização durante o voto do relator do pedido, ministro Edson Fachin. "O cenário está mais complexo. Existe um arranjo institucional brasileiro fragilizado em meio a uma eleição polemizada", avalia André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.

"A decisão do [ministro Gilmar] Mendes de votar a favor do habeas corpus inaugura a controvérsia. Num cenário como esse, vende Brasil e compra dólar", complementa. O mercado fechou antes de o ministro Alexandre de Moraes, o terceiro a se pronunciar, dar seu voto contrário ao pedido da defesa de Lula.

AÇÕES

Das 64 ações que compõem o Ibovespa, 39 caíram, 24 subiram e uma fechou estável.

A maior queda foi registrada pelos papéis da Iguatemi (-3,15%). A Kroton recuou 3,10%, e a Rumo perdeu 3,04%.

Na ponta positiva, a Suzano subiu 4,33%. As ações preferenciais da Eletrobras avançaram 3,36%, e a Klabin se valorizou 2,88%.

As ações da Petrobras recuaram, em dia de estabilidade dos preços do petróleo no exterior. Os papéis preferenciais da estatal caíram 1,59%, para R$ 20,38. As ações ordinárias caíram 0,35%, para R$ 22,72.

A mineradora Vale fechou em baixa de 0,75%, para R$ 42,55.

No setor financeiro, o Itaú Unibanco subiu 0,65%. As ações preferenciais do Bradesco tiveram queda de 0,86%, e as ordinárias avançaram 0,41%. O Banco do Brasil se valorizou 0,83%, e as units —conjunto de ações— do Santander Brasil caíram 0,95%.

CÂMBIO

O dólar perdeu força ante 15 das 31 principais moedas do mundo.

O Banco Central não anunciou intervenção no mercado de câmbio nesta sessão. Em maio, vencem US$ 2,565 bilhões em swap cambial tradicional (equivalente à venda de dólares no mercado futuro).

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) subiu 0,23%, para 165,8 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram resultados mistos. O DI para julho deste ano caiu de 6,295% para 6,293%. O DI para janeiro de 2019 subiu de 6,235% para 6,240%.


Fonte: SPC Brasil

Confiança do micro e pequeno empresário atinge maior pontuação na série histórica, indicando estabilidade do clima de otimismo, mostra indicador do SPC Brasil

62% dos MPEs estão otimistas com o futuro de seus negócios. 51% acreditam que o faturamento aumentará nos próximos seis meses

O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa (MPE) atingiu 55,3 pontos em março, acima dos 53,2 pontos de fevereiro, sendo o maior resultado desde que a série histórica começou a ser medida, em maio de 2015. Desde a primeira medição até o último mês de março a confiança avançou 18,7 pontos. Os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que, pela sexta vez consecutiva, o resultado ficou acima dos 50 pontos e indicam que o clima de otimismo prevalece entre os entrevistados.

Pela metodologia, o indicador varia de zero a 100, sendo que, acima de 50 pontos, reflete confiança desses empresários e, abaixo dos 50 pontos, reflete desconfiança com os negócios e com a economia.

“A melhora da confiança observada ao longo dos últimos meses é compatível com o cenário benigno traçado para a economia neste ano. Não é, porém, só a conjuntura que desafia a confiança dos micro e pequenos empresários. Entre os pessimistas, merecem destaque as incertezas políticas, a alegação de que as leis e instituições não favorecem o desenvolvimento e de que o país não oferece um ambiente favorável para o empreendedorismo”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio da avaliação das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Já através das expectativas, busca-se medir o que se espera para os próximos seis meses.

Indicador de Condições Gerais avança e atinge 43,7 pontos

O Indicador de Condições Gerais subiu de 34,4 pontos em março de 2017 para 43,7 pontos em março de 2018, o maior valor desde o início da série histórica em maio de 2015. O índice abaixo do nível neutro de 50 pontos mostra que os empresários ainda não enxergam os últimos seis meses de forma favorável, embora o crescimento do índice aponte uma interrupção na trajetória de piora.

Em termos percentuais, 45% dos micro e pequenos empresários sondados consideram que as condições da economia brasileira pioraram nos últimos seis meses. Apesar de elevado, o número alcançou 61% em março de 2017. Já a proporção dos que notaram melhora da economia marcou 24% em março.

Com relação à avaliação do desempenho dos negócios: em um ano, o percentual dos que notam melhora do próprio negócio passou de 15% para 26%; já o percentual dos que notam piora passou de 50%, em março de 2017, para 33% em março de 2018.

Entre os que avaliam que o quadro de sua empresa piorou, 75% imputam a piora à redução das vendas por conta da crise. Além desses, 30% citam o aumento dos preços dos insumos e matérias primas. Já para aqueles que notaram melhora do seu negócio, 57% notaram aumento das vendas, a melhora da gestão da empresa (30%), a modificação do mix de produtos e serviços oferecidos (15%) e a redução dos custos da empresa (14%).

62% dos MPEs estão otimistas com o futuro de seus negócios

O Indicador de Expectativas, que serve de parâmetro para avaliar o que os empresários aguardam para o futuro, ficou em 64,0 pontos em março de 2018. De acordo com o levantamento, 51% dos micro e pequenos empresários estão em algum grau confiantes com o futuro da economia do país contra 16% de pessimistas. Quando essa análise se restringe à realidade da sua própria empresa, o índice cresce e atinge 62% dos empresários otimistas contra um percentual de 10% que manifestaram pessimismo com o futuro de seus negócios.

Entre os que imaginam que suas empresas terão um horizonte positivo nos próximos seis meses, 32% confiam na boa gestão que fazem do negócio e o mesmo percentual está fazendo investimentos na empresa. Também há aqueles que não sabem ao certo explicar as razões de seu otimismo (27%) e os que acreditam que a melhora da economia levará à melhora do próprio negócio (24%). Já entre os pessimistas com o futuro de seus negócios, a razão mais citada é a queda das vendas, lembrada por 59%. Outros motivos são a percepção de que é difícil empreender no país, citada por 32%; a falta de recursos para investir no negócio (17%), o acúmulo de dívidas (13%) e o fato de atuar num setor que está em baixa (9%).

Para os MPEs que apontam otimismo com os próximos meses da economia, a maioria (48%) não sabe ao certo dizer as razões. A melhora de indicadores econômicos foi mencionada por 33%. Os empresários também lembraram do fato de o país ter um amplo mercado consumidor (17%), do cenário político mais favorável (11%) e das medidas econômicas que estão sendo adotadas (8%). Entre os que manifestam pessimismo com os próximos meses da economia, a maior parte teme as incertezas políticas, citadas por 61%. Em seguida, 25% colocam o pessimismo na conta das instituições e leis do país que, segundo dizem, não favorecem o desenvolvimento do empreendedor. O mesmo percentual (25%) cita a discordância com as medidas econômicas que estão sendo adotadas e 23% citam o receio de novas dificuldades econômicas.

51% acreditam que o faturamento poderá crescer nos próximos seis meses

Outro dado investigado pelo levantamento foi o faturamento das empresas. A maior parte (51%) dos micro e pequenos empresários acredita que o faturamento poderá crescer nos próximos seis meses. Outros 40% acham que ele não se alterará ao longo do primeiro semestre do ano, contra apenas 6% dos que esperam queda das receitas. Entre os empresários que esperam ver o faturamento crescer, a maior parte (42%) diz estar buscando novas estratégias de vendas e 28% apostam na diversificação do seu portfólio de produtos.

Ainda de acordo com a sondagem, 48% dizem ter conseguido realizar alguma melhora no negócio e as principais melhorias foram a reforma da empresa (43%), a compra de equipamentos e maquinário (40%), a ampliação do estoque (20%); e a qualificação da mão-de-obra (19%).

Metodologia

O Indicador e suas aberturas mostram que houve melhora quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito”; 100 indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais “melhoraram muito”.


Fonte: EconomiaSC

Número de turistas estrangeiros em SC cresce 29%

Fecomércio SC aponta que o percentual do turista estrangeiro passou de 12,4% para 29%, em relação ao ano anterior

O turismo em Santa Catarina representa 13% da movimentação econômica do Estado. E este bom momento no setor foi apresentado, nesta terça-feira, 3, pela Fecomércio SC, com a Pesquisa Turismo de Verão no Litoral Catarinense 2018. O relatório aponta que o percentual do público estrangeiro mais do que dobrou em relação a 2017, passando de 12,4% para 29%. E os turistas desembolsaram 33,9% a mais que o ano anterior.

“O turismo é vital para economia do Estado. Estes números mostram que Santa Catarina tem se tornado cada vez mais atraente, especialmente no exterior. Por isso, vamos continuar com os investimentos em infraestrutura e segurança”, enfatizou o governador Eduardo Pinho Moreira.

MAIS EMPREGOS

A pesquisa mostra ainda que para atender o aumento no fluxo de clientes, 39,4% dos estabelecimentos contrataram funcionários extras, especialmente bares e restaurantes, mercados e supermercados. A admissão foi maior na hotelaria com 63,2%.

O secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Leonel Pavan, disse que a pesquisa demonstra a evolução do Estado no setor do turismo. “Este avanço não aconteceu por acaso. Todos os envolvidos – governo, trade, empresário, conselho estadual e outros – focaram muito naquilo que o turista busca encontrar. E assim evoluímos, conseguimos superar outros estados e, ao longo do ano passado, crescemos 6,5% no setor, enquanto o Brasil na média, encolheu”, explicou Pavan.

A PESQUISA

Os dados são apurados com turistas e empresários desde 2013. Neste ano, o levantamento foi feito em Balneário Camboriú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Imbituba, Laguna, Porto Belo e São Francisco do Sul, nos meses de janeiro e fevereiro.

O presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt, observou que para qualificar os destinos turísticos é preciso conhecer o comportamento de quem vem a Santa Catarina. Conforme ele, com a pesquisa os empresários e o setor público têm nas mãos uma ferramenta para melhorar o planejamento e a gestão, com uma série de indicadores estratégicos para tomada de decisão.

VISITANTES

Destaque para os argentinos, com uma fatia de 23,5% em 2018. Entre os brasileiros, 71%, o grupo mais representativo é do Rio Grande do Sul, 29,3%, acima inclusive do público catarinense.

PERFIL DO TURISTA

Nos últimos cinco anos a classe C foi o maior motor do turismo catarinense, variando de 57% a 65% do público desde o início da série histórica. Dois movimentos chamam a atenção nesta temporada: o aumento da presença da classe A B de 14% para 19% e o recuo da D, de 14% para 9%.

O turismo na temporada é majoritariamente terrestre, 90%. Sete a cada 10 chegam ao destino de carro: 52,6% dos brasileiros, 15,3% dos argentinos, 1,6% dos uruguaios e 1,3% dos paraguaios – e os outros 15% de ônibus em linhas regulares ou fretados. A maioria, 55,9% dos visitantes, também utiliza veículos próprios para deslocamento dentro da cidade.

Os principais tipos de hospedagem foram os imóveis alugados 35,2%, hotéis/pousada/hostel 33,4% e casa de parentes/amigos 20%.

Até 2016, a divisão de turistas por sexo era bastante equilibrada. Em 2017 e 2018 houve uma oscilação no perfil: em 2017 predominou o sexo feminino (60,6%) e em 2018 o público foi mais masculino (66,5%).

IMPACTO PARA EMPRESÁRIOS

Os turistas desembolsaram em média R$ 4.130,90 na temporada, 33,9% a mais do que 2017 (R$3.085,26). O valor é calculado levando em conta a média de gastos por tipo, conforme relato dos turistas. Enquanto os gastos com lazer representaram aumento de 42,3% em relação ao ano anterior, as compras no comércio caíram 13,5%.

Apesar da alta no ticket médio – valor médio que cada cliente gastou nas compras em um estabelecimento, exceto hotelaria – de R$ 135,28 para R$ 156,11, na percepção de mais da metade dos empresários o faturamento encolheu 8,1% em comparação a temporada passada. Já em relação ao outros meses, a avaliação é positiva (34,1%).

Nas agências de viagens e operadores turísticos, que vendem de ingressos a pacotes completos de viagens, a alta chegou a 82,2%.

SETOR HOTELEIRO

O gasto médio no setor de hotelaria foi de R$ 816,41, crescimento de 26% em relação ao ano anterior. Na comparação com os outros meses, houve aumento de 68,3% no faturamento, puxado pelo aumento na média de permanência (5,8 dias) e taxa de ocupação (81,6%). A expansão no número de leitos (7,9%) também aponta mais otimismo e o início da recuperação do nível de investimentos do setor.

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